sábado, 22 de março de 2025

 Me emprestei pra você e não estou conseguindo me ter de volta...

Qual objeto que se oferece para alguém sem saber se a pessoa realmente quer, aí a coisa ficar em algum canto desinteressante e não frequentado ao ponto de perder de vista...

Quem emprestou corre o risco real de não reaver o empréstimo, afinal: o que foi mesmo que você me deu?

Mas não foi dado.

Emprestei meu lar pra você não esquecer que herdou um casa da sua mãe.

Emprestei minha escuta e discernimento pra você lembrar de si mesmo, ao menos, quando estivesse comigo.

E você me disse que estava numa epifânia sem remédio, tendo insights sobre a si e sobre o seu melhor, agora, sendo "um", inteiro... se sentindo autosuficiente e seguro, sozinho, mesmo eu emprestando horas das negociações das minhas folgas com a minha vida, para que você estivesse comigo.

Mas para quê dividir seu momento com alguém? Você me pergunta, pretensiosamente, como se peeguntasse a um espelho - coisa inanimada, objeto reflexivo, onde você reflete seus piores sentimentos - local esquecido e empoeirado com os dizeres: se cuida!

Emprestei meu jeito de amar para você assumir que ama outra pessoa e reza pra ela voltar. E eu, devota das causas impossiveis , respeito sua presse e dispenso meus serviços, como a babá Mcpheer e sua verruga desaparecendo por você ter aprendido a acreditar em mágica.

Adeus

Hcqf 22 de março 2025

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