sábado, 20 de novembro de 2010

Ao amigo (eterno)



 Ao amigo

Lembro-me de ti
E não pelo que fazias,
Lembro-me daqueles doces dias:
Uma linha tênue entre nós jazia.

Lembro-me também que fugias da loucura:
A razão te consumia.
Lembro-me, amigo, de te
Como nem imaginas.
Forço-me a perdoar-me
Por minhas faltas.

Lembra no fim?
Era eu que corria...
A razão me cegara.
Talvez não,
Talvez o próprio coração.

Nas conversas pela estrada admitia:
Sei onde levam as pegadas...
Lembro-me que sorrias,
Desacreditavas do que te falava.
Chorarias.
Choraste.
De ti me perdi na estrada.

Amigo, não te esqueças de mim
Nos bons momentos da caminhada,
Pois me lembro
Que nos meus piores momentos me carregavas.

Peço aos anjos que minhas orações te alcancem em teus lamentos,
Porque sempre serás,
Amigo amado,
Lembrado
Nos nossos melhores dias.

(HCQF, dez-2010)
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De volta com saudades de postar, visitar meus amigos e conselheiros...
Ainda não estou 100% aqui, como gostaria...
Mas está para ser dessa forma!


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Violoncelo Vermelho





















Ainda não te conheço,
Mas reconheço-te de longe
E do meu lado és um estranho.
Bem de perto, corrosivo

Ácido forte, nocivo.

Imagina se eu tivesse te colocado
No lugar por ti temido.
Teria por ti morrido
Para colocar outra do teu lado.

Não és se quer arrependimento,
Senão rascunho colorido
Esbranquiçado.


Era pra ser um amigo.
A sorte te fez passado.
Quadro envelhecido
No compartimento empoeirado.

Travesseiro?
Cama, mesa, xícara, café?
Copo descartável,
Lenço de papel,
Mesa ao relento
Na chuva, no vento
Sem cuidado...


Retribuindo teu regalo
Ofertado sem sentimento
Em um futuro projetado de lamento.

Na penumbra sombria do pecado

Vermelho,
 regado a vinho e morango.
Do lado esquerdo do peito,
Gesso quebrado!


(Hellen Freitas)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Contando/recortando















Só Por Hoje - Legião Urbana

Só por hoje
eu não quero mais chorar
Só por hoje
eu espero conseguir
Aceitar
o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz.

Hoje já sei que sou, tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar, e nem te convencer
O mundo é radical,
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver, um dia de cada vez,
Só por hoje
eu não vou me machucar
Só por hoje
eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei, a minha vida inteira fora.

Não não não não
Viver é uma dádiva fatal
No fim das contas, ninguém sai vivo daqui mas
Vamos com calma!
Só por hoje
eu não quero mais chorar
Só por hoje
eu não vou me destruir
Posso até, ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi.

ATENÇÃO!!!!!!!!!!!!!

Parecem palavras tristes, mas devo advertir: não são...
São apenas o que deveriam ser: palavras para o amanhã...
Amanhã não é hoje, como bem sabemos.
Sabemos também que ainda não há muito o que falar sobre
o que ainda virá...
Virá a ser ou mesmo não...
Não se quer aqui fechar as possibilidades...
Possibilidades... Sobre isto que a postagem trata...
Trata do possível, impossível de hoje...
Hoje apenas...

(Hellen Freitas)