quinta-feira, 22 de junho de 2017

(in)verso - novamente




Foto desejo  - (in)verso

Um afeto atravessado me condena
Atraída pelo desejo e pela morte me estarreço
Negando a condenação me apeteço
De fato, 
(Des)faço meus pecados em sonhos

Corrigi-los não os quero
Corriqueiros não os tenho
São estes de algum modo ao menos
Demais pra mim

De fato
Alguma espalhafatosa loucura
Que fantasio concluir em milagre
Mas que temo perder por certo
Caso já não a tenha finalizado em poesia
Ainda que fotolizada em vida
pelo desejo (in)verso

(HCQF/jun-2017)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"A house still doesn't make a home" (U2)



Uma casa ainda não é um lar...
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Uma casa ainda não é um lar... até que o LAÇO abrigue a vida (de corpo e anima)!
Não é mesmo um lar se ainda só estão as paredes, os cômodos, e os vazios interiores...
Faz tempo que não me lembrava desse ABRIGO.
Depois que ela se foi passei a ter MEDO, de quase tudo, menos de ENCONTRÁ-LA.
Mas...
agora é só uma METADE o que eu vejo. 
Falta o RESTO que ela plantou aqui na terra...  
crescer e também se tornar um COLO.
Só que o AMOR ainda está fora de casa... 
esperando pelo ABRAÇO que enlaça, o qual deseja,
nos braços de um consolo sem sentido. 
ESPERO colo, abrigo, amor...
(HCQF/fev-2017)
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Música desses tempos...
video
OBS: Este vídeo foi baixado do Youtube.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Escritura(s)




Uma palavra me apareceu e aconteceu: ESCRITURA. E como gosto dela! Um lapso me fez imaginar sentido nela: criatura escrita, ou sujeito escrito, ou ainda ex-cri(a)tura – (des)-crita...
Criatura escrita, como uma inscrição de gente surgindo da composição de papel e escrita-letra. Tal como um desenho só que abstrato, pensei sujo-imundo de desejos incompreendidos de Ser...
Sujeito escrito, na onda psicanalítica que me solavanca, da prática que me cicatriza à teoria que me desgraça...
Ex-cri(a)tura, cuja forma se desenforma como um vento... ora líquida, ora sólida, ora tormento, angustia... tal como uma partida, ou em partes como a vida, mas que se chocam a despeito de Kronos.
(De)scrita, faz parte dos jornais que me ensinaram a escrever e a ler, ao lado de adultos inseguros, numa casa velha, rendada como a saia de uma avó austera e presente. Sempre no fogão, querendo alimentar nossos corpos e nos fazer esperar a família se reunir para crescer. Tinha o que comer, onde dormir e para onde voltar... Tinha a saudade da mãe solteira e trabalhadora, também do pai ausente, re-ferido num pai-padrinho-tio, este mais criança que todos na casa, porém também firme em suas opiniões e no medo que dava de desobedecê-lo. 
De escrita também de Ex-escrita, porque foi deixada de lado para poder conhecer a solidão e a frieza da alma, que durou quase dois anos, mas fincou mais outros tantos dias no meu peito. Mas é de escrita e invenção esse momento, então que venham suas páginas de criati-ventura...

Espaços que me governam por um breve momento, em que só consigo acalmar depois de criá-los como PÓ-R-SONS, que me cantam algum tempo distante ao ouvido... E novamente outra forma onírica me aparece, desta vez um pouco menos condensada, fluindo em ondas sonoras, colocando música do pó de onde e para onde irei... São pequenos relatos da criança que me encontra adulta-velha, mas me pensa jovem-menina...
 


(HCQF/Out-2016)


domingo, 24 de julho de 2016

Amem(os)!





Que neste dia o mar esteja para poesia

Que este dia
Esteja para a poesia
Como o mar
Está para a maresia
E o amor
Para a companhia
Amem!

Pelos dias que foram melhores que outros
Pelos que simplesmente foram
E pelos que serão
Amem!

Até que o mar
Esteja para poesia
E amar
Esteja na maresia
E o dia na companhia
De quem se foi...

Amem!

(HCQF/ jul-2016)