quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"A house still doesn't make a home" (U2)



Uma casa ainda não é um lar...
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Uma casa ainda não é um lar... até que o LAÇO abrigue a vida (de corpo e anima)!
Não é mesmo um lar se ainda só estão as paredes, os cômodos, e os vazios interiores...
Faz tempo que não me lembrava desse ABRIGO.
Depois que ela se foi passei a ter MEDO, de quase tudo, menos de ENCONTRÁ-LA.
Mas...
agora é só uma METADE o que eu vejo. 
Falta o RESTO que ela plantou aqui na terra...  
crescer e também se tornar um COLO.
Só que o AMOR ainda está fora de casa... 
esperando pelo ABRAÇO que enlaça, o qual deseja,
nos braços de um consolo sem sentido. 
ESPERO colo, abrigo, amor...

Hellen C. Q. F. (2017)
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Música desses tempos...
video
OBS: Este vídeo foi baixado do Youtube.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Escritura(s)




Uma palavra me apareceu e aconteceu: ESCRITURA. E como gosto dela! Um lapso me fez imaginar sentido nela: criatura escrita, ou sujeito escrito, ou ainda ex-cri(a)tura – (des)-crita...
Criatura escrita, como uma inscrição de gente surgindo da composição de papel e escrita-letra. Tal como um desenho só que abstrato, pensei sujo-imundo de desejos incompreendidos de Ser...
Sujeito escrito, na onda psicanalítica que me solavanca, da prática que me cicatriza à teoria que me desgraça...
Ex-cri(a)tura, cuja forma se desenforma como um vento... ora líquida, ora sólida, ora tormento, angustia... tal como uma partida, ou em partes como a vida, mas que se chocam a despeito de Kronos.
(De)scrita, faz parte dos jornais que me ensinaram a escrever e a ler, ao lado de adultos inseguros, numa casa velha, rendada como a saia de uma avó austera e presente. Sempre no fogão, querendo alimentar nossos corpos e nos fazer esperar a família se reunir para crescer. Tinha o que comer, onde dormir e para onde voltar... Tinha a saudade da mãe solteira e trabalhadora, também do pai ausente, re-ferido num pai-padrinho-tio, este mais criança que todos na casa, porém também firme em suas opiniões e no medo que dava de desobedecê-lo. 
De escrita também de Ex-escrita, porque foi deixada de lado para poder conhecer a solidão e a frieza da alma, que durou quase dois anos, mas fincou mais outros tantos dias no meu peito. Mas é de escrita e invenção esse momento, então que venham suas páginas de criati-ventura...

Espaços que me governam por um breve momento, em que só consigo acalmar depois de criá-los como PÓ-R-SONS, que me cantam algum tempo distante ao ouvido... E novamente outra forma onírica me aparece, desta vez um pouco menos condensada, fluindo em ondas sonoras, colocando música do pó de onde e para onde irei... São pequenos relatos da criança que me encontra adulta-velha, mas me pensa jovem-menina...
 


Hellen C. Q. F. (2016) 


domingo, 24 de julho de 2016

Amem(os)!





Que neste dia o mar esteja para poesia

Que este dia
Esteja para a poesia
Como o mar
Está para a maresia
E o amor
Para a companhia
Amem!

Pelos dias que foram melhores que outros
Pelos que simplesmente foram
E pelos que serão
Amem!

Até que o mar
Esteja para poesia
E amar
Esteja na maresia
E o dia na companhia
De quem se foi...

Amem!

(Hellen C. Q. Freitas)