Não consigo dormir... sem você...
Queria te dizer que sinto muito, sinto tudo ao mesmo tempo, porque não demos/damos certo.
Não posso dizer: eu não amo mais você. E isso ficou entalado na minha garganta, quando você sem dizer, mesmo assim disse que sou eu que você escolheu deixar.
Depois de dois parágrafos iniciados em negação, quero desreprimir isso que me engasga sem você.
Somos tão diferentes em tudo, mesmo os dois não tendo referência de pai.
Temos alturas incompatíveis, os corpos proporcionalmente dispares...
Essa palavra me pegou, dispares, é isso que sempre fomos e tivemos.
E isso foi tão bom.
Lembro, sem querer, que andamos por horas entre bares, noite à fora...
Dançamos sem música...
Pulamos e você caiu... foi constrangedor e divertido.
Consigo imaginar maior intimidade que tudo que vivemos, mas conhecer o sepulcro de alguém tão importante e ver o sol renascer ali...
Eu sei o que senti...
Quero que as palavras cheguem... mas começo a adormecer...
Lembro nossos desencontros sexuais e percebo o quanto temos razão em nos distanciarmos...
E fico constrangida.
Aperto os lábios por saber que o celular, as mensagens, seu contato de telefone... são tudo o que tenho de você... e isso é nada porque é sobre estar distante.
Desculpa, tentei escrever sem "nãos" e na verdade isso é outra coisa que sempre escondi de você: que não sabia o futuro... eu sabia sim.
Penso nas reviravoltas da vida e sei que a vida dá voltas e tudo muda...
Estaremos e seremos diferentes demais para acontecer sequer um beijo.
Como aconteceu naqueles últimos dias...
Quero te rever mesmo assim.
Hcqf 17 de fevereiro de 2025
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