Quanto tempo...
E o recomeço tem aparência de nascimento...
Eu comecei o blog para cultivar as minhas faltas, regando com esperança e amor. O objetivo era fazer a raiz se fortalecer, para que o tronco, frágil, fosse capaz de encorpar e até frutificar... Aconteceu!
Estou neste lugar bonito, no canto em que me encontro, agora com o fruto dos meus sonhos...
Não está fácil!
Outro dia ouvi que talvez quando fazemos um pedido aos céus não tenhamos a confiança/certeza que possa se realizar... exatamente assim! Como um pedido covarde que renega o presente por medo e acredita no futuro por preguiça... Tem um preço.
Os sonhos não são um lugar para repousar...
São espaços que precisam ser preenchidos todos os dias com:empenho,planos, ressignificações, conquistas.
São também famintos e precisam ser nutridos todos os dias com: respeito, coragem, força, fé.
São de verdade, e por isso, precisam ser amamentados com os nutrientes do próprio corpo de quem sonhou.
Recém nascidos toda manhã precisam de colo para choros de cólica, de noite má dormida...
Bem... Sonhar é a parte mais solitária da jornada e por isso regada de conflitos, mas realizar um sonho só começa... Pois sonhar é uma ação de reversibilidade, mau traduzindo, quer dizer, começa pelo fim (que se tem) e termina no começo de tudo... Assim na vigília nos despedimos do significado e iniciamos o sentido: tecendo a vida.
Vamos lá, que os sonhos nos recomeçam e o son(h)o em fim se tornou.
H. C. Q. F., 13 Maio de 2020
quarta-feira, 13 de maio de 2020
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Lique(faz)-me a tez
Quase sempre de repente,
despertada pelo calor de uma pessoa, ou de suas histórias, ou pela ânsia de
tocá-la, ou ser tocada, ou ainda pelo intenso prazer de cortejar minhas formas... qualidades que me resguardam de
um prazer vazio, oportunizam-me um deslumbre liquefeito em cadência de
desejo, fulgor, amassos (os mais íntimos que já senti) e toques profundos.
Sinto desejo por mim quando me
penetra a vida de paixões, cobiças por sentir as fronteiras que me condenam a
uma jovialidade lânguida por fora, mas frenética por dentro.
Em fricções harmoniosas entre os
dedos, as fantasias e o sabor glacial que contorna a minha boca, afago o meu
animo e continuo o passeio em que engendro o meu relevo, em uma anti-descoberta.
Percorro meus espaços, desenhando meus furos, frestas, ranhos, depressões,
planícies e planos altos, sobrepujando um desassossegado gozo que me acaricia as
entranhas, enquanto lubrifica-me as partes sólidas.
Ao longo desses instantes não
sou mais só rigidez, a flexibilidade que não expresso cinicamente, esfria-me o
ventre em contrações que fazem minhas mãos por mim escorregar, lavando as
vestes quando ainda as tenho, levantando as ancas já aquecidas, intumescendo
meus seios e alagando minhas extensões mais baixas. Enquanto ao sul do meu
corpo, as sensações se entrecortam, espalham e excedem. Ora correndo como uma
energia vibrante e caliente, ora escorrendo como um pingo leve de água bem
gelada a percorrer-me a tez ardente.
(HCQF, Agost-2017)
OBS: Imagens colhidas do Google
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Clarice Lispector(1998): Perdoando Deus
~* Significado subversivo em mim: perdoando (a)Deus
~* Trechos do Texto,
"Perdoando Deus", de Clarice Lispector, ditos da maneira como fazem
sentido em mim:
"É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder
pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha
pior morte...
Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha
natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas
porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho
de amor inocente...
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado:
pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as
incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido
carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem
compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em
oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É
porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É
porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda
não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele".
(LISPECTOR, Clarice.
1998)
~* Como se fazem
sentir em mim:
Não gosto da conveniência/solenidade de quando abrem-se as
cortinas... Prefiro a coxia mesmo! Mas ainda não sei se me (re)conheço atrás do
palco, ou diante da plateia. Como eu disse: tenho mais de pecadora que de
religiosa, e não estou falando de sexo, e sim de amor. É um pecado original
amar, para mim... Mesmo eu não querendo ser mãe... e sem querer acabar
pecando...
(HCQF, Agost-2017)
~* Uma música para dizer
(a)Deus:
- O
Bilhete e o Trovão -
No silêncio, na calmaria que antecede a dor
No escuro, na pausa entre
A chuva e o primeiro trovão
Seja minha canção
Estrofe, ponte e refrão
Quando a porta recusa-se a abrir e eu bato em vão
Quando vejo de longe o trem partir
Com bilhete em minhas mãos
Seja minha canção
Estrofe, ponte e refrão
Quando o lápis resiste obedecer
E eu tento me impor
Quando o copo balança
Em minhas mãos eu temo compor
Seja minha canção
Estrofe, ponte e refrão
Seja minha canção
O primeiro trovão
Seja minha canção
Um bilhete em minhas mãos
Seja tudo o que perdi
Seja o que está por vir
No silêncio, na calmaria que antecede a dor
No escuro, na pausa entre
A chuva e o primeiro trovão
Seja minha canção
Estrofe, ponte e refrão
Quando a porta recusa-se a abrir e eu bato em vão
Quando vejo de longe o trem partir
Com bilhete em minhas mãos
Seja minha canção
Estrofe, ponte e refrão
Quando o lápis resiste obedecer
E eu tento me impor
Quando o copo balança
Em minhas mãos eu temo compor
Seja minha canção
Estrofe, ponte e refrão
Seja minha canção
O primeiro trovão
Seja minha canção
Um bilhete em minhas mãos
Seja tudo o que perdi
Seja o que está por vir
(Os
Arrais)
~*Para ouvi-la:
quinta-feira, 22 de junho de 2017
(in)verso - novamente
Foto desejo - (in)verso
Um afeto atravessado me condena
Atraída pelo desejo e pela morte me estarreço
Negando a condenação me apeteço
De fato,
(Des)faço meus pecados em sonhos
Corrigi-los não os quero
Corriqueiros não os tenho
São estes de algum modo ao menos
Demais pra mim
De fato
Alguma espalhafatosa loucura
Que fantasio concluir em milagre
Mas que temo perder por certo
Caso já não a tenha finalizado em poesia
Ainda que fotolizada em vida
pelo desejo (in)verso
(HCQF/jun-2017)
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
"A house still doesn't make a home" (U2)
Uma casa ainda não é um lar...
¨¨*¨¨
¨¨*¨¨
Uma casa ainda não é um lar... até que o LAÇO abrigue a vida (de corpo e anima)!
Não é mesmo
um lar se ainda só estão as paredes, os cômodos, e os vazios interiores...
Faz tempo que não me lembrava desse ABRIGO.
Depois que ela se foi passei a ter MEDO, de quase tudo, menos de ENCONTRÁ-LA.
Depois que ela se foi passei a ter MEDO, de quase tudo, menos de ENCONTRÁ-LA.
Mas...
agora é só uma METADE o que eu vejo.
agora é só uma METADE o que eu vejo.
Falta o RESTO que ela plantou aqui na terra...
crescer e também se tornar um COLO.
Só que o AMOR ainda está fora de casa...
esperando pelo ABRAÇO que enlaça, o qual deseja,
nos braços de um consolo sem sentido.
esperando pelo ABRAÇO que enlaça, o qual deseja,
nos braços de um consolo sem sentido.
ESPERO colo, abrigo, amor...
(HCQF/fev-2017)
(HCQF/fev-2017)
*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨¨*¨*
Música desses tempos...
OBS: Este vídeo foi baixado do Youtube.
Assinar:
Postagens (Atom)







