Ele disse: "preciso passar por isso sozinho"... Mas depois disse que estava tentando com outra pessoa e não estava conseguindo... E me culpava por isso.
Entendi como ele disse que eu estava atrapalhando... Minha presença e dedicação empecilhos ao seu sucesso.
Ele dizia: "não sou para você"... Eu ouvi: "você não é para mim"... Por muito tempo sem nos escutarmos, silenciamos o que sentíamos: eu medo, ele frustração; eu paixão, ele arrependimento...
Não era um desencontro, era uma luta sem propósito: eu contra o mundo, ele contra mim. Estava perdidamente apaixonada e fracassada nesse intento.
Também ouvi que não nos beijávamos... Enquanto recebia o beijo desencontrado, tipo adolescentes com pressa para não serem pegos, mesmo sendo dois adultos de madrugada.
Pergunto a mim se me vias.... sabendo de outras fantasias que sonhava realizar sob à luz do dia, no passeio público, apresentar para a família.
Você disse: "tem duas além de você, com uma delas irei firmar algo assim que isso acabar ao amanhecer... Vou embora e levarei ela comigo... Estou apaixonado, não me responda de madrugada, não vai te fazer bem, eu não quero mais te fazer sofrer" entendi: "não quero mais você, faz tempo".
Falou de três mulheres na mesma noite, em quem estava ligado - a de antes, a próxima e a excelente - todas lindas, maravilhosas para namorar. Maiores que eu, ou nem tanto; mais inteligentes que eu, ou bem próximo; mais bonitas que eu, mesmo ao contrário do que eu sempre entendi, já que disse pensar em mim na intimidade com a que mais amava.
Isso ouvi mais de dois anos, quando ele estava começando com ela - e me procurou como fantasia de carnaval, quando já estavam namorando e ficou enlouquecido pela intimidade entre mim e seu amigo; depois que se deixaram e eu encontrei a chave, o celular perdidos debaixo de cartas de amor e fotos deles na gaveta onde estavam os meus achados e perdidos.
Também já ouvi que uma mensagem mágica lhe disse que eu sou "uma mulher loira desesperada para amar" e que nunca fui para você. As cartas não mentem, não a que eu te escrevi, diferentemente, das que recebi por forçosa conveniência em letras tremidas de soluços em alemão na capa de Emily em dezembro de 25.
Vivi mais de uma década em três anos e o trabalho que desperdiço elaborando esse luto, custa as olheiras que tenho cultivado esses tempos.
Tenho a companhia de Lya Luft, pela primeira vez, sei que é o suficiente.
Hcqf 3 de julho de 2026