Autografias
em que me conto para elaborar meus desamores e me reencontro, objeto dos meus dias.
domingo, 8 de março de 2026
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Conversas que nunca vão acontecer
- já faz tempo...
- sempre...
- acho que tu sabia que ia acontecer.
- agora não, em 2023 sim (mas talvez só agora eu tenha saído de lá).
- nem sei como pedir desculpas, nems eu se é preciso.
- talvez seja isso o que eu esperei e agora não faz sentido.
- ok, então.
....
- eu não sabia que tinha acontecido, não esperava...
- não aconteceu nada, foi algo passageiro, passou faz algum tempo.
- ele disse que têm quase três anos.
- ele teve três namoradas e vários encontros casuais, comigo foi só isso.
- ele me disse que você o ama.
- ficamos algumas vezes em 2023 e em 2025, não foi nada além disso. Tiveram outras pessoas toda tempo.
- ele me disse que você tem ciúme dele (risos).
- eu nunca fui correspondida, em nada. Fique tranquila. Ele sempre esteve livre
- mas isso impede a nossa amizade.
- se você quiser, sim. Entendo plenamente.
- ele disse que gostou de você.
- não se preocupe, não somos amigos... Ele estava sozinho, eu também... Agora não há motivo para acontecer, como nunca houve.
- mas ele disse que sabe o quanto você o amou e que te feriu.
- isso nunca foi dito.
- estamos juntos, de novo.
- nós nunca estivemos. Fique à vontade.
4 de janeiro 2026 (lua cheia)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Desencontro com o desejo
Desde ontem não durmo...
Meus olhos esperam a visão que aguardo...
Meu corpo abate
Minha boca amargurou
Meus olhos ficaram profundos...
Senti a sede de rever.
As palavras trocadas pairavam como folhas ao vento...
Poeira e ninguém...
Tempestade à vista.
De repente escureceu
Não consegui ver
Houve desencontro de palavras
Escutei meu nervosismo
Pensei que não seria assim...
O halo escurecido em meus olhos
assombrou meu rosto
pesou sobre meu corpo...
Minha alma estava estática
mesmo o corpo caminhando...
Fugimos: você de mim, eu em você...
11 de dezembro 2025
sábado, 22 de novembro de 2025
Faz tempo que penso em escrever sobre ele... mas como ele está longe, sumiu a esperança que conduz minha pena a descrever qualquer cena fantástica entre nós, mesmo assim eu quero.
Quero e preciso dizer sobre nós...
sobre olhos que se encostam sem se tocar...
sobre como dói...
dói não ver e saber que existe.
dói pensar que não está em canto nenhum onde eu possa encontrá-lo.
sinto o seu olhar quando fecho os olhos...
quando vou àqueles lugares...
quando estou naqueles lugares, que só nós sabemos que estivemos...
um mundo inteiro que não existe, porque se completa.
Isso sou eu, tentando voltar...
pra você
pra cá
pra mim.
HCQF 22 de nov 2025