quinta-feira, 19 de março de 2026

Aconteceu, de novo.

Não como antes, como a primeira vez.

Um olhar firme, uma presença forte, notável, segura.

Outra pequena, mas não miúda como a de sempre.

Essa tão viva, viajada, bem sucedida, como as outras, mas não como a de sempre.

Ultrapassa em méritos qualquer uma, porque impõe sua presença, exige olhares, perturba amizades... Não como as outras, embora como a de sempre.

Tolices de uma navegação sem leme

Regada a noites sem dormir, dias sem sol, poeira no nariz e fumaça.

Um enredo cansativo, as gotas de tinta sufocam na escrita.

As vezes a poesia também termina.

17 de março 2026



De madrugada, sempre 
Encontra a janela fechada, inesperadamente 
Reata uma linha 
Puída arrebenta 

Voltam as gotas 
De palavras 
Sem te(i)ma
Alguma súplica esquecida 
Sem música
Em fim.

17 de março 2026



domingo, 8 de março de 2026

Tentei escrever sobre ele me procurar... 
Mas ele não faria isso... 
Não hoje, 
porque ele nunca fez isso 
Nem em três anos
Até esqueci essa data ontem, 
quando estive com ele.
 
10 de janeiro 2026