sábado, 23 de maio de 2026

Alchool... idólatra.

Perguntei quem era e você disse "a próxima". 
Entendi... ela era especial, diferente de alguém cuja vez nunca chega.

E me disse para não desperdiçar outra cama à sua espera, nem outra companhia, pois "deve(ria) ter (outro)alguém que queira uma (outra)mulher bonita".

Anne, com "E", me contou o segredo: "não ter medo de ser devolvido". Entendi, também, que era sobre destinatário. 

Quando eu era criança pensei que era sobre não ter medo. Mas a casa importa. Diz a música: "a porta que se fecha na tempestade" e molha quem está fora.

Você contou coisas sobre ser um utensílio, embora quando inútil. Lembrei dos panos empoeirados das avós, que são inesquecíveis.

Assim a órfã explicou sobre o amor ao relento, como a raiz da roseira alimenta uma solidão e ao ser retirada, cada pétala (e não a rosa) canta uma "estrela caindo bem devagar" a realizar sonhos sobre (a)mar, diz o poeta na canção.

Escutei seu olhar, de cima para mim, em outra esquina por aí... Onde estive a olhar, do lado de fora, um pai feliz que eu nunca tive.
Milagres: a casa, as pétalas, o pai e não ser devolvida.

Hcqf 23 de maio 2026



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