sábado, 25 de julho de 2026

 Caí em abraços sufocantes

Daqueles que pressionam todo o corpo

Senti intimidade e vontade 

Era mania de dominação 


Descreve alguém diferente de mim

Já vi esse filme antes

Meu posicionamento incomoda 

Minha postura irrita

Falo demais

Sem elogia-lo


Outro homem condenado pelo passado 

Atraído pelo ideal

Desconfortável ao meu lado

Não faz convites 

Não faz questão 


Sou eu que o encontra 

No conforto da sua casa

Ele não precisa tirar nada do lugar

Fica tudo como sempre esteve 

Não sei se entrei em seu lar

Ou estive todo tempo no pátio 


Meu corpo reponde 

Sem calor

Meu ventre aguenta

Mas não expressa satisfação

Tudo onde ele toca

Depois apaga sua passagem 

Antes de entrar 

As malas estão prontas para a viagem


23 de junho de 2026


segunda-feira, 6 de julho de 2026

 Começar o ano com um assunto antigo...

A mesma situação sem retorno.

Eu não procuro, mas ele me encontra

Distraída, mas esperando

Um mudança.


Outro dia pensei que nesse jogo 

Testo minha perseverança 

O quanto sou capaz de suplicar

Por consolo.


Agora a brincadeira é me fazer de espelho 

Alimentar sua vaidade com a minha atenção 

Sempre foi assim, para ele 

Vaidade, futilidade, qualquer coisa...

Agora realiza a fantasia de ter alguém para lhe elogiar.


Não faço 

Mas acontece

Ler, digitar...

Tudo é sobre ele

E nada lhe convencer de si


Tá acabando 

3 Jan 2026


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Perdido

 Ele disse: "preciso passar por isso sozinho"... Mas depois disse que estava tentando com outra pessoa e não estava conseguindo... E me culpava por isso.

Entendi como ele disse que eu estava atrapalhando... Minha presença e dedicação empecilhos ao seu sucesso.

Ele dizia: "não sou para você"... Eu ouvi: "você não é para mim"... Por muito tempo sem nos escutarmos, silenciamos o que sentíamos: eu medo, ele frustração; eu paixão, ele arrependimento...

Não era um desencontro, era uma luta sem propósito: eu contra o mundo, ele contra mim. Estava perdidamente apaixonada e fracassada nesse intento.

Também ouvi que não nos beijávamos... Enquanto recebia o beijo desencontrado, tipo adolescentes com pressa para não serem pegos, mesmo sendo dois adultos de madrugada.

Pergunto a mim se me vias.... sabendo de outras fantasias que sonhava realizar sob à luz do dia, no passeio público, apresentar para a família.

Você disse: "tem duas além de você, com uma delas irei firmar algo assim que isso acabar ao amanhecer... Vou embora e levarei ela comigo... Estou apaixonado, não me responda de madrugada, não vai te fazer bem, eu não quero mais te fazer sofrer" entendi: "não quero mais você, faz tempo".

Falou de três mulheres na mesma noite, em quem estava ligado - a de antes, a próxima e a excelente - todas lindas, maravilhosas para namorar. Maiores que eu, ou nem tanto; mais inteligentes que eu, ou bem próximo; mais bonitas que eu, mesmo ao contrário do que eu sempre entendi, já que disse pensar em mim na intimidade com a que mais amava. 

Isso ouvi mais de dois anos, quando ele estava começando com ela - e me procurou como fantasia de carnaval, quando já estavam namorando e ficou enlouquecido pela intimidade entre mim e seu amigo; depois que se deixaram e eu encontrei a chave, o celular perdidos debaixo de cartas de amor e fotos deles na gaveta onde estavam os meus achados e perdidos.

Também já ouvi que uma mensagem mágica lhe disse que eu sou "uma mulher loira desesperada para amar" e que nunca fui para você. As cartas não mentem, não a que eu te escrevi, diferentemente, das que recebi por forçosa conveniência em letras tremidas de soluços em alemão na capa de Emily em dezembro de 25.

Vivi mais de uma década em três anos e o trabalho que desperdiço elaborando esse luto, custa as olheiras que tenho cultivado esses tempos.

Tenho a companhia de Lya Luft, pela primeira vez, sei que é o suficiente.

Hcqf 3 de julho de 2026