sexta-feira, 3 de julho de 2026

 Ele disse: "preciso passar por isso sozinho"... Mas depois disse que estava tentando com outra pessoa e está a de novo no estava conseguindo...

Entendi como ele disse que eu estava atrapalhando... Minha presença e dedicação empecilhos ao seu sucesso.

Ele dizia: "não sou para você"... Eu ouvi: "você não é para mim"... Por muito tempo sem nos escutarmos, silenciamos o que sentíamos: eu medo, ele frustração; eu paixão, ele arrependimento...

Não era um Simões desencontro, era um luta sem propósito. Eu contra o mundo, ele contra mim. Estava perdidamente apaixonada e fracassada nesse intento.

Também ouvi que não nos beijávamos... Enquanto recebia o beijo desencontrado, tipo adolescentes com pressa para não serem pegos, mesmo sendo dois adultos de madrugada.

Pergunto a mim se me vias, mesmo sabendo de outras fantasias que sonhava realizar sob à luz do dia, no passeio público, apresentar para a família.

Você disse, tem duas além de você, com uma delas irei firmar algo assim que isso acabar ao amanhecer... Vou embora e levar essa comigo... Estou apaixonado, não me responda de madrugada, não vai te fazer bem, eu não quero mais te fazer sofrer, não quero mais você (faz tempo). 

Falou de três mulheres na mesma noite, em quem estava ligado - a de antes, a próxima e a excelente - todas lindas, maravilhosas, para namorar. Maiores eu eu, ou nem tanto; mais inteligentes que eu, ou bem próximo; mais bonitas que eu, mesmo ao contrário do que eu sempre entendi, já que disse pensar em mim na intimidade com a que mais amava. 

Isso ouvi mais de dois anos, quando ele estava começando com ela - e me procurou como fantasia de carnaval, quando já estavam namorando e ficou enlouquecido pela intimidade entre mim e seu amigo; depois que se deixaram e eu encontrei a chave, o celular perdidos debaixo de cartas de amor e fotos deles na gaveta onde estavam os meus achados e perdidos.

Também já ouvi que uma mensagem mágica lhe disse que eu sou "uma mulher loira desesperada para amar" e que não era para você. As cartas não mentem, não a que eu te escrevi, diferentemente, das que recebi por forçosa conveniência em letras temidas em alemão na capa de Emily em dezembro de 2025.

Vivi mais de uma década em três anos e o trabalho que desperdiço elaborando esse luto, custa as olheiras que tenho cultivado esses tempos.

Tenho a companhia de Lya Luft, pela primeira vez, sei que é o suficiente.

Hcqf 3 de julho de 2026