domingo, 20 de setembro de 2015

A incrível estória Della




           DELLA

SENHORA, dê-me a GRAÇA de transgredir a NORMA
Pisar no KAHLO de quem ousar tirar o BORDOT de meus lábios
Para que eu venha CAPITUlar minha história
O meu tornar-se à la BEAUVEIR
E possa sair sem ter PAGU minha conta
Pelo FURACÃO que tenho em mim

(HCQF/out-2015)

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        Sobre a minha interpretação do filme "A incrível história de Adeline". 
Após conhecer uma estória linda, iniciei uma conversa profunda com algumas músicas cantadas por  Maria Bethânia (Reconvexo, Imbelezô e Oração ao Tempo). Interpretadas com tal genialidade e alma, que me fizeram contar alguns femininos guardados em meus dias nesse tempo. Um tempo, cuja marca está presa ao meu peito mais que ao meu corpo. Carrego meus anos por dentro em uma bagagem tão pesada, que em nada refletem a leveza que trago no rosto. Sendo pouco do tudo que sinto, estando no que expresso por descuido. (HCQF/out-2015)


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Porto Inseguro



  


  
    Porto inseguro
Na caminhada de um porto seguro longínquo
Percebi sê-lo este um porto inseguro
Aportada em suas costas
Posturas inversas e encostas rasas
Não eram estórias contadas
Eram estrelas sonoras
No céu escuro
       ***
As narrativas traçadas
Choviam com intensidade
Constelações de scorpius
    *****
Onde nada existia
Surgiu um cosmo
De desejo forjado
Inundando de perigo a história
(HCQF/agos-2015)

Pensando:

Acordada para a fantasia que me convoca...
Veio então outra questão: “por que desse e dessa acareação?”
Acho que estava sem resposta pronta, acho que negava a preza em suas mãos. Deu de ombros e falou da pressa... Plantou uma questão sem tamanho sobre o desconhecer.
Resolvi descobri quem sou então... (Hellen Freitas)

Cantando:
"Por dentro do teu olho
É tão bonito de lá
Tem cor de Marte
E tem letras fortes
Pra galáxia que mora em você"
(ANAVITÓRIA -  Cor de Marte)

OBS: Imagem colhida do Google
 



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Sobre abandonar (-se)...





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Quando escrevi sobre saltar do abismo, estava mesmo falando de me expor... sofrer as consequências de buscar a realidade... correr/voar até o chão... Não esperar a morte, esperar em vida, com esperança e amor... e até ódio se for preciso.
Perdi mais um pedaço, este que já não era meu há algum tempo. Agora o reencontrei maior que meu peito, mais denso, sem possibilidade de acomodação...
Talvez agora mais de perto, eu tenha percebido que era muito maior que o lugar que lhe tinha reservado, tendo eu lhe visto melhor naquele outro momento, perdi a chance de encontrá-lo e utilizá-lo... Mas fui usada por ele, eu acho... Como tudo o que desejo...
E me encontro na vida muitas vezes assim: teimosa, batendo cabeça para explicar o óbvio que o outro não está vendo, mas escondendo de mim o que vejo no meu espelho... Fico ranzinza e sem esperança... Desesperada, desanimo, choro, fujo para lugares e pessoas pesadas... Cre(n)do!
Esse nó que desatei, bem que poderia ter sido um laço... bem que poderia ter sido feito com mais leveza e ternura, até mesmo capricho... A situação permitiu, mas eu não me permiti...
Fui jogada de cara na parede. Estatelada, encontrei pedaços dolorosos da minha censura pessoal: irresponsabilidade, preguiça, não saber se entregar, nem receber a entrega alheia, não saber perder...
Outro grande tema da minha vida: perder... Tenho medo de perder... de me perder... de não ter nunca nada... Mas o que consegui com esse medo foi ter mais medo ainda...
Sinto cada gota de suor e choro ao final de cada derrota, diferente do que faço com minhas vitórias... mas ainda assim não aprendo...
Pra onde estou rumando agora?
(HCQF/agos-2015)

Pensando no que disse Woody Allen:
“Todo mundo sabe que só existe uma verdade: nossas vidas consistem em como escolhemos distorcê-las.”

OBS: Imagem colhida no Google.




domingo, 31 de maio de 2015

Algo impossível de ser distinguido para se guardar como algo singular...




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Conversamos sobre dar respostas, mas... encontrei uma excelente pergunta que serviu.
Não coube como uma roupa que fica linda e deixa maravilhosa, coube como uma corda bem amarrada ao pescoço, que chego mesmo agora a sentir o nó apertar.
Dói demais...
Enquanto escrevo, pouco daquelas palavras me encontram, mas foi de propósito que as perdi. Não queria ouvi-las, mas ler não teve efeito contrário...
Escuto o conselho de antes e percebo que eram palavras perfeitas para que(m) eu disse(sse), como quando alguém coloca letra por letra de cada palavra na sua boca, e no conta-gotas mato a sede com minhas próprias lágrimas... São lágrimas de perder... Alguém que teve o tesouro, desgastou tanto que virou areia no deserto... Algo impossível de ser distinguido para se guardar como algo singular...
Não eram para mim aquelas palavras, eram sobre mim, sobre o que eu iria sentir há poucos minutos dali... Sobre como o cobertor não esquenta uma alma fria... Sobre como o que sobra não é capaz de saciar... E eu sou uma so(m)bra sem esse “sim”...
Sobrou muita coragem para pouca verdade... Sobrou muita covardia pra muita mentira... Deixei ir embora o que talvez nem existia pra mim, mas existia no mundo... (atuado agora)...
Fugi pra não sentir o peso dos dias, e agora, fora de hora, carrego cada segundo dessa história e sua carga pra mim... E ainda não senti tudo... Mas desejo sentir, já que foi tudo o que me sobrou, e sou alguém que vive de sobras. Como já disse, faço uma questão idiota de sentir cada migalha, só para ter algo com o que me debruçar sobre um colo que queira me consolar...
Sou extremamente mimada mesmo... Adoro o consolo dos abraços... Viveria disso sem pestanejar... Não encontrei ainda outra forma de procurar esses abrigos... Mas está chegando a hora de (des)colar... E o braço que mais venero já não está a minha espera há bastante tempo... Ele me ensinou o valor da saudade... meu valor mais caro e que mais aguardo por abandonar...
Devo aprender a encontrar e não a me debruçar em um consolo e lastimar... Talvez seja este tipo de laço que eu esteja procurando há anos... Contudo, tenha medo de bancar... Tem alguém que verdadeiramente eu gostaria de encontrar, mas me n(ego) a sentir o medo que tenho de ser rejeitada (talvez outra vez). E (re)nego esse colo, como se fosse de Graça... Mas não, é muito precioso... É enriquecedor de dentro pra fora... Poderá me fazer rica de história, ou pobre de amor, mas rica de certeza...
Preciso encontrá-lo enquanto consegue falar... E enquanto algo de mim ainda se parece com ele... tem a ver com ela... tem em mim e nela...
Se for escrever essa história, vou passar horas, repetindo palavras alheias... Quero palavras inteiras, com destinatário condizente... Para então enodar esse laço social ausente... Pra você dar o nome.
(HCQF/abril-maio/2015)
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Pra Você Dar o Nome (5 à Seco)
     Deixa pra lá
Que de nada adianta esse papo de agora não dá
Que eu te quero é agora
E não posso e nem vou te esperar
Que esse lance de um tempo nunca funcionou pra nós dois
      Sempre que der
Mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez
Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem
Ou deitada nos braços de um outro qualquer
Que é melhor
Do que sofrer
De saudade de mim como eu tô de você, pode crer
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo
Imagina só pra você
      Quero é te ver
Dando volta no mundo indo atrás de você, sabe o quê
E rezando pra um dia você se encontrar e perceber
Que o que falta em você sou eu...
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OBS: Imagem colhida no Google.